A forma como percebemos o tempo influencia diretamente nossa existência. A gente vive com a sensação de que o tempo é linear, contínuo, posto que o passado ficou para trás, o futuro é incerto, e o presente é fugaz. No entanto, a sabedoria popular diz que vivemos, apenas, o presente – passado e futuro são abstrações.
O motivo do introito é para refletir a caminhada de quem chegou ou passou dos 60 anos – fase da vida que pode ser traduzida como um marco significativo na existência de qualquer pessoa. Assim, é tempo de refletir sobre nossas conquistas e desafios.
Ao longo de seis décadas acumulamos memórias, experiências e aprendizados que moldaram o nosso ser. Cada ano que passa traz experiências que nos ensinam e nos transformam. Esse tempo simboliza um marco de maturidade, sabedoria e gratidão. É tempo de olhar para trás e reconhecer tudo que vivemos: momentos de alegria, dias de tristeza e, por fim, fases de superação.
A vida é um ciclo e cada fase traz suas complexidades e belezas. E nunca é tarde para recomeçar, planejar o futuro, sonhar e buscar novas aventuras – por que não?
Ao olhar para o retrovisor, podemos afirmar que passamos por muitas coisas, experimentamos sentimentos diversos, conquistas, vitórias memoráveis e derrotas que serviram de lições valiosas – quem não sabe perder, não merecer vencer!
Nesse universo complexo do tempo, podemos pensar sobre os desafios que superamos, as pessoas que amamos e as experiências que nos fizeram rir e chorar. Não se trata apenas de nostalgia, mas autoconhecimento que nos ajuda a traçar novas metas.
Cada pessoa tem suas próprias experiências e sentimentos que não podem ser completamente compreendidos por outros. Em outras palavras, cada um vive suas próprias lutas e alegrias.
Na complexidade da condição humana, existem aspectos da vida que são únicos para cada indivíduo. Então, a casa dos 60 diz que é tempo e oportunidade de reverenciar tudo que somos e tudo que ainda podemos ser… enquanto não saímos do círculo do tempo.
Por Valter Nogueira