O ataque militar dos EUA contra a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), não possui lastro no direito internacional. É o que afirmam especialistas em relações internacionais mundo afora. A afirmação, no entanto, não representa uma defesa ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, mas sim à invasão a um país soberano.
A propósito, a América Latina em peso é contrária à gestão de Maduro. Porém, os países latino-americanos, com raras exceções, condenaram a ação dos Estados Unidos, principalmente pela forma: interferência direta e brutal em outro país.
Nesse diapasão, o ato comandado pelo governo de Washington pode ser traduzido como uma ação ilegal contra um presidente ilegítimo – por assim dizer.
No caso em questão, é quase impossível para nós outros, pobres mortais, emitir juízo de valor. No momento, o homem não tem, talvez, alcance de julgamento para apontar quem tem razão no caso em tela. Ao que tudo parece, foge ao nosso limite – caberá aos deuses julgar.
Em outras palavras, só o tempo dará o veredicto.
Todavia, há pontos e inúmeras leituras acerca da ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela.
Primeiro, Trump utilizou o combate ao narcotráfico como justificativa para a intervenção. O argumento inicial foi a questão das drogas. Segundo Trump, a Venezuela é um grande fornecedor de drogas aos Estados Unidos.
Se o ponto focal fosse as drogas, o México seria o primeiro alvo de Trump. Mas, não foi!
Essa narrativa mostra um perfil de Trump que todo mundo já conhece: gestor que faz da mentira a sua principal arma para atingir seus objetivos. Isto é, toda vez que Trump tem um plano, ele começa falseando os fatos para tentar justificar suas medidas.
Na verdade, o ataque à Venezuela tem interesses econômicos e geopolíticos. Não precisa ser especialista no assunto para chegar a tal conclusão. O próprio presidente Trump e assessores do governo americano entregaram o jogo, ao dar destaque ao petróleo venezuelano.
Do ponto de vista ideológico e geopolítico, a presença chinesa e russa na Venezuela foi, também, ponto de preocupação aventado pelos assessores de Trump, se constituindo assim em um forte elemento para justificar a ofensiva militar.
Precedentes
Agora, a preocupação mundial se volta para as consequências da ação. Os Estados Unidos, agora, afirmam que o foco de suas ações será a América Latina, abrindo assim precedente para ações semelhantes a serem perpetradas por outras potências mundiais em suas respectivas áreas de influência – voltemos à idade da pedra, à lei do mais forte.
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Taiwan que se cuide!