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Damares Alves volta a soltar o verbo

É sempre assim! Quando o ‘fogo amigo’ começa, a amizade termina. E imagine o grau de tensão quando se trata de Ilícitos vindo à tona, cometidos por “aliados” e reportados por “amigos”. O clima esquenta, integrantes da turma começam a soltar as mãos uns dos outros; roupa suja passa a ser lavada fora de casa.

O motivo do introito é para tentar situar, no delicado momento atual, o caso recente da troca de farpas entre a senadora da República, Damares Alves (Republicanos-DF), e o pastor Silas Malafaia.

Damares voltou a responder Silas Malafaia, após novo comentário do pastor, depois que ela divulgou a lista de evangélicos investigados na CPMI do INSS.  A propósito, foi Silas quem desafiou a senadora a divulgar a tal lista.

Em alto e bom tom, Damares disse que não submete suas ações parlamentares ao pastor Silas Malafaia.

Em entrevista ao jornal O Globo, Damares informou que, além das instituições divulgadas, há ainda menções na CPI à Assembleia de Deus do Amazonas.

De forma direta, a parlamentar citou a Assembleia de Deus – igreja de Malafaia. A igreja em questão tem relações com familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara Federal.

Damares também disse sentir “profundo desconforto e tristeza” em meio a uma eventual presença de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude do INSS. No entanto, pontuou que a CPI tem o dever constitucional de apurar tudo “com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.

Início do perrengue

O quiproquó entre Damares e Silas começou no último domingo (11), quando ela citou que evangélicos e grandes igrejas estão envolvidas no esquema de fraude do INSS. “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘Não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, declarou a senadora.

Reação

A declaração da senadora provocou uma reação de Malafaia, que, na quarta-feira (14), disse que a fala de Alves era “conversa fiada” e chamou a ex-aliada de “linguaruda” e que não merecia ser chamada de evangélica se não provasse tudo.

Diante da provocação, Damares voltou a soltar o verbo, ou melhor, soltou a lista.

 

Por Valter Nogueira

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Valter Nogueira

Valter Nogueira de Amorim, jornalista profissional, é o editor-chefe do blog. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Atuou nos principais jornais impressos do Estado, tais como A União, O Momento, Correio da Paraíba e O Norte. No campo administrativo, foi secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santa Rita (1997-2005), assessor de Imprensa da Prefeitura de Pedras de Fogo (2008). Exerceu, também, o cargo de gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba, no período de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019. No período de maio de 2024 a março de 2025, Valter Nogueira respondeu pela ASCOM do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.