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Clã Bolsonaro rasga o slogan “Deus, Pátria e Família”

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blankA relação conturbada entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro não é novidade; passou por uma série de desgastes. Acontece que, nos últimos meses, a realidade crítica deixou os bastidores da política e se tornou pública.

A princípio, divergências sobre estratégias eleitorais e alianças políticas para as eleições de 2026. Todavia, recentes episódios revelaram fatos novos a agravar a crise, após Michelle divulgar um vídeo em que afirma ter sido agredida verbalmente pelo senador Flávio Bolsonaro – candidato à Presidência da República.

Antes, porém, ela já havia divulgado vídeos nas redes sociais, nos quais relatou ter sido alvo de desentendimentos familiares.

No passado, também em uma das gravações, ela afirmou que já tinha perdoado um dos enteados, mas ressaltou que o distanciamento permanece. No caso, ela se refere ao vereador Carlos Bolsonaro.

Com Flávio, o primeiro atrito ocorreu durante as discussões sobre a estratégia eleitoral do PL no Ceará. Em novembro de 2025, Michelle criticou publicamente a aliança entre o partido e Ciro Gomes (PSDB), defendendo o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo) para o governo estadual.

No dia seguinte às declarações, o senador Flávio Bolsonaro classificou a madrasta como “autoritária”. Pouco depois, em 24 de dezembro de 2025, Michelle compartilhou um vídeo com uma mensagem sobre perseverança diante de “traições”, publicação interpretada por aliados como um recado voltado ao ambiente interno da família.

Em seguida, no 25 de dezembro do mesmo ano, Jair Bolsonaro confirmou Flávio como o nome escolhido pela família para disputar a Presidência da República em 2026.

Santa Catarina

A crise voltou a sangrar em fevereiro de 2026, a partir de Santa Catarina. O PL definiu Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado pelo estado. Dias depois, durante um evento público, Michelle manifestou apoio público à deputada federal Caroline de Toni – a quem chamou de “minha senadora”.

Michelle compartilhou, também, em suas redes sociais um vídeo do senador Espiridião Amin (PP-SC), adversário direto de Carlos na disputa pela vaga ao Senado.

Crítica de Eduardo

Em fevereiro de 2026, Eduardo criticou publicamente a ausência de apoio de Michelle à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. No dia seguinte, a ex-primeira-dama publicou um vídeo preparando banana frita, conteúdo que aliados interpretaram como uma resposta indireta ao parlamentar – ele é chamado de “bananinha” por adversários políticos.

Michelle seria melhor?

Há quem aposte que o motivo da crise é outro. Isto é, Michelle seria uma candidata melhor e mais competitiva que o senador Flávio Bolsonaro. Na justificativa, vozes apontam que ela é carismática e vetor de atração do voto evangélico. E, de quebra, seria a única mulher na disputa e com a ficha limpa, até então.

Em resumo, tem todas as credenciais que Flávio – envolvido em escândalos – não tem.

Última

Parece que o slogan “Deus, Pátria e Família” era apenas falácia.

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Valter Nogueira

Valter Nogueira de Amorim, jornalista profissional, é o editor-chefe do blog. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Atuou nos principais jornais impressos do Estado, tais como A União, O Momento, Correio da Paraíba e O Norte. No campo administrativo, foi secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santa Rita (1997-2005), assessor de Imprensa da Prefeitura de Pedras de Fogo (2008). Exerceu, também, o cargo de gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba, no período de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019. No período de maio de 2024 a março de 2025, Valter Nogueira respondeu pela ASCOM do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.