A conceituada revista britânica The Economist sugere que o presidente Lula não deveria concorrer às eleições presidenciais novamente. Um dos motivos apontados é sua idade avançada — 80 anos. Em paralelo, a revista aponta que, no campo da direita, Tarcísio de Freitas é o nome mais destacado.
A avaliação da The Economist veio à tona por meio de texto pulicado no site da revista, nesta terça-feira (30).
De acordo com a revista, “Lula tem 80 anos. Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente muito arriscado para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. O carisma não é um escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação.
A revista compara Lula ao ex-presidente americano Joe Biden, que também foi criticado por sua idade quando concorreu à eleição presidencial em 2024, com 81 anos.
Na hipótese de Lula não concorrer à reeleição, a revista destaca, porém, que o presidente ainda não tem um substituto competitivo vindo do centro ou da esquerda para concorrer à presidência da República nas eleições de 2026.
Em outra ponta, a The Economist diz que Tarcísio é o candidato mais destacado para suceder Jair Bolsonaro na direita. “Há uma disputa acirrada para suceder o desacreditado Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão, mas ainda conta com um número surpreendente de apoiadores, especialmente entre os cristãos evangélicos.”
A revista lembra que Bolsonaro escolheu seu filho mais velho e senador, Flávio, para concorrer à presidência em seu lugar. No entanto, avalia que “Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula.”
A publicação destaca, em seguida, que há outros candidatos de olho na disputa, “incluindo alguns governadores estaduais competentes.”