Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ordenou, na última sexta-feira (1º), a imposição de novas sanções ao governo de Cuba, ação destinada a asfixiar a economia cubana. Mais do que isso, ameaçou assumir a ilha após guerra contra Irã. Não há outra palavra para descrever tal violência senão TERRORISMO.
O anúncio do inquilino da Casa Branca foi feito justamente no Dia dos Trabalhadores, marcado na ilha por uma manifestação em Havana para “defender a pátria” e denunciar as ameaças de agressão militar dos Estados Unidos.
Também na sexta-feira, Donald Trump disse que poderia posicionar o porta-aviões americano, “de volta do Irã”, a cerca de 90 metros da costa da ilha caribenha. Segundo Trump, Cuba representa uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Detalhadas em um decreto presidencial, as novas sanções dirigem-se especificamente a bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano e impõem restrições migratórias.
As medidas visam aumentar a pressão sobre Havana, mergulhada em uma grave crise econômica devido ao bloqueio petrolífero imposto por Washington.
Contraponto
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, rejeitou as novas sanções e qualificou o bloqueio como “genocida” em uma mensagem no X. “Hoje, o governo dos #EUA anunciou novas medidas coercitivas que reforçam o brutal #BloqueioGenocida, como evidência de sua pobreza moral…”, escreveu Díaz-Canel.
“Nenhuma pessoa honesta pode aceitar a desculpa de que #Cuba seja uma ameaça para esse país”, acrescentou, acusando Washington de ter uma “conduta intimidatória e arrogante”.
Reflexão
A maioria das nações democráticas não esconde o desejo de ver uma mudança de regime na ilha cubana. Contudo, nada justifica a violência, a imposição de novas sanções e a ameaça de intervenção pregada pelo “todo poderoso” Donald Trump.
Última
Vire e mexe, Trump aponta um país como “ameaça” aos Estados Unidos. No caso, vale pinçar a recente declaração de Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália. Provocada por Donald, a premier italiana foi direta ao ponto: “Cinco países têm armas nucleares, apenas uma nação as usou”.
Então, quem realmente representa ameaça ao mundo!?
Por Vater Nogueira