A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, salto de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado – quase 100%. A receita de vendas somou R$ 169,5 bilhões, avanço de 42,3%, enquanto o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 79,6%, para R$ 93,8 bilhões, na mesma base de comparação.
Excluindo os chamados “eventos exclusivos”, o Ebitda ajustado atingiu R$ 100,6 bilhões e o lucro líquido chegou a R$ 55,8 bilhões. A companhia explica, no documento, que divulga também os indicadores “sem eventos exclusivos” por considerar que esses efeitos — como variações cambiais, contingências judiciais, impairment e impactos tributários extraordinários — podem distorcer a comparação entre períodos. Segundo a administração, a métrica complementar facilita a avaliação do desempenho recorrente da empresa.
No relatório, a administração atribuiu o desempenho ao aumento da produção de petróleo e derivados, impulsionado pelo avanço de novos sistemas de produção, pela entrada em operação da plataforma P-79 e por ganhos de eficiência. Também contribuíram o maior preço do petróleo no mercado internacional (Brent) e o recorde de utilização das refinarias, que elevou a produção de derivados e reduziu a necessidade de importações.
Os investimentos totalizaram US$ 5,3 bilhões entre abril e junho, crescimento de 19,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte dos recursos continuou concentrada em Exploração e Produção, com destaque para projetos do pré-sal na Bacia de Santos, além de aportes em refino e na aquisição de participação na Lightsource bp Brasil.
No fim de junho, a dívida bruta somava US$ 70,8 bilhões, aumento de 4% em relação ao segundo trimestre de 2025, enquanto a dívida líquida avançou 3,1%, para US$ 60,4 bilhões. Apesar disso, o indicador de alavancagem medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado caiu de 1,53 vez para 1,14 vez em 12 meses, refletindo a forte geração de resultados.