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	<title>Arquivo de PORTA AVIÕES - Valter Nogueira</title>
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	<description>Notícias e Opinião</description>
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		<title>O polêmico afundamento do porta-aviões São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2023 17:09:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A polêmica em torno do afundamento do porta-aviões São Paulo, ocorrido na última sexta-feira (3), ainda vai dar muito o que falar. A solução encontrada para o navio de combate, carregada de amianto e outros materiais tóxicos, causou reação de ambientalistas, com repercussão internacional.</p>
<p>O post <a href="https://valternogueira.com.br/2023/02/05/o-polemico-afundamento-do-porta-avioes-sao-paulo/">O polêmico afundamento do porta-aviões São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://valternogueira.com.br">Valter Nogueira</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-13441 size-medium" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/02/AA176MGC-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" />A polêmica em torno do afundamento do porta-aviões São Paulo, ocorrido na última sexta-feira (3), ainda vai dar muito o que falar. A solução encontrada para o navio de combate, carregado de amianto e outros materiais tóxicos, causou reação de ambientalistas, com repercussão internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">É aceitável o argumento do juízo do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, que, na decisão autorizativa da ação da Marinha, argumenta que evitar a operação seria “provavelmente inútil”, dada a “iminência de um afundamento espontâneo do casco&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido às graves avarias, a Marinha do Brasil argumenta, também, que um reparo seria um tanto quanto oneroso.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, o fato é que o afundamento gerou um sem número de especulações negativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, claro, faltam informações detalhadas da ação, mas é possível que itens, tais como motor, equipamentos eletrônicos e mecânicos, entre outros, devem ser removidos de um navio antes de uma ação que culmina em afundar uma embarcação de tal porte.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, sem dúvidas, a questão ambiental é de longe o ingrediente que deve incendiar as discussões futuras em torno do atual fato.</p>
<p style="text-align: justify;">Protestos não faltam, ONGs preveem “danos incalculáveis” para meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">A realidade é que, após décadas de serviço à Marinha francesa e brasileira, e desativado desde 2018, o porta-aviões São Paulo, enfim, repousa no leito do Oceano Atlântico, no litoral do Nordeste brasileiro. Tachado de “pacote tóxico de 30 mil toneladas”, o porta aviões teve submersão controlada a 350 km da costa brasileira, após meses de impasse.</p>
<p style="text-align: justify;">No que pese protestos de diversas organizações ambientais, a Marinha do Brasil anunciou ter afundado no Oceano Atlântico, no fim da tarde da última sexta-feira (3), o antigo porta-aviões São Paulo. Com ele, foi afundado também amianto, tintas contendo microplásticos e outros resíduos tóxicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “afundamento planejado e controlado”, iniciado com três furos no casco, transcorreu a cerca de 350 quilómetros da costa brasileira, a “aproximadamente 5 mil metros de profundidade”, informou a Marinha em comunicado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Marinha, em declaração conjunta com o Ministério da Defesa, informou, na quarta-feira (1), que não havia alternativa senão remover o casco de 266 metros de comprimento. “Tendo em conta os riscos envolvidos no reboque e a deterioração (…) a única solução é abandonar o casco, afundando-o de forma controlada”, explicou a nota conjunta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ministério Público </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Ministério Público tentou sustar a operação por meio de uma série de processos judiciais, alertou para as consequências, salientando que o porta-aviões “contém 9,6 toneladas de amianto, uma substância com potencial tóxico e cancerígeno, bem como 644 toneladas de tintas e outros materiais perigosos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um “risco de danos ambientais graves (…) em particular porque o casco está danificado”, argumentou o órgão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Turquia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que o porta-aviões havia sido comprado por estaleiro turco, para sucateamento. No entanto, a embarcação de combate teve que ser devolvida após ação contrária à compra naquele país.</p>
<p style="text-align: justify;">O estaleiro turco Sök Denizcilik comprou a embarcação em abril de 2021, para sucateá-la, mas não conseguiu encontrar um porto para recebê-la. Assim, o Brasil recebeu o navio de volta, porém não permitiu que atracasse, devido aos danos no casco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perigo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As organizações ambientalistas não-governamentais, tais como Greenpeace, Sea Shepherd e Rede de Ação de Basileia se posicionaram contra o afundamento do navio, ao considerara a ação “uma violação de três tratados internacionais” sobre o meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em declaração conjunta, ONGs afirmam que a submersão vai causar “danos incalculáveis”, com “impactos na vida marinha e nas comunidades costeiras”.</p>
<p><strong>Decisão judicial</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Juiz do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, argumentou que evitar a operação seria “provavelmente inútil”, dada a “iminência de um afundamento espontâneo do casco, que nada faria pelo ambiente e seria suscetível de pôr em perigo a vida da tripulação envolvida na operação de reboque”.</p>
<p style="text-align: justify;">O magistrado autorizou o afundamento, embora considerando a solução “trágica e lamentável”. Enquanto se aguardava uma decisão judicial, o São Paulo ficou meses à deriva diante do litoral de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ibama</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um dia antes do acontecimento, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou uma nota em que projeta impactos ambientais que podem ser causados pelo afundamento do porta-aviões desativado, que até então estava vagando no mar após ser proibido de atracar no Brasil e no exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os possíveis danos ambientais listados pelo Ibama, estão:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A liberação de materiais poluentes contidos na estrutura poderia causar distúrbio na capacidade filtrante e dificuldade de crescimento em organismos aquáticos;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O impacto físico sobre o fundo do oceano provocaria a morte de espécies e deterioração de ecossistemas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Emissão de gases (CFCs e HCFCs) usados no isolamento de salas contribuiriam, a partir da corrosão das paredes, para a degradação da camada de ozônio;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A carcaça poderia atrair espécies invasoras prejudiciais para a biodiversidade nativa;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Microplásticos e metais pesados presentes em tintas da embarcação poderiam se tornar protagonistas de bioacumulação indesejável em organismos aquáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante dos impactos estimados, o órgão ambiental pediu à Marinha informações que permitam aos técnicos avaliar alternativas para reduzir os danos ambientais, com reparação e salvaguarda do meio ambiente após o afundamento do navio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Histórico</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/02/portaavioes.webp"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-13442 size-medium" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/02/portaavioes-300x223.webp" alt="" width="300" height="223" /></a>Construído em fins dos anos 1950 no estaleiro naval Saint-Nazaire, no oeste de França, o porta-aviões, o porta-aviões originalmente batizado Foch serviu a Marinha francesa durante 37 anos, antes de ser comprado em 2000 pelo Brasil, por US$ 12 milhões.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, devido à idade e a uma série de problemas, incluindo um incêndio em 2005, em 2018 o São Paulo foi desativado como embarcação de combate. Em ato contínuo, o governo federal decidiu desfazer-se dele. Na justificativa, há especulação de que uma reforma sairia demasiado caro.</p>
<p style="text-align: justify;">Duas semanas atrás, a Marinha anunciou ter rebocado o velho porta-aviões para o Atlântico. Dado o estado de degradação e “o elevado risco”, que representava para o meio ambiente, reforçou que não autorizaria o regresso a um porto ou a águas costeiras brasileiras.</p>
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