O papel da primeira-dama

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Por Valter Nogueira

A rigor, o papel da primeira-dama no Brasil é meramente protocolar. Não tem nenhuma função oficial definida por lei. Na diplomacia, cabe à primeira-dama se apresentar, por exemplo, para receber a primeira-dama de outro país, mostrar o Palácio, acompanhar a colega a um passeio etc.

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À uma primeira-dama, é recomendável atuação discreta. Caso contrário, a superexposição da imagem, por vezes, provoca um sentimento de antipatia junto à opinião pública. Em outras palavras, cansa o público!

A primeira-dama não precisa estar em todo evento em que seja necessária a presença do presidente da República.

Em síntese, a ação da primeira-dama deve acontecer de forma que a imagem pública desta não pareça sobrepor – ofuscar – a figura do presidente.

O mesmo deve acontecer com o homem, caso este seja casado com uma mulher que ocupe a presidência da República. A ele, caberá também uma postura discreta, não tentar querer “aparecer” mais que a esposa-gestora.

Discrição

Dona Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teve atuação discreta enquanto primeira-dama. Comportamento semelhante ocorreu com a ex-primeira-dama, Dona Marisa.

A discrição foi, também, presente no governo do presidente Michel Temer. A então primeira-dama, Marcela Temer, apareceu ao lado do gestor em poucos eventos oficiais.

Papel Social

A história mostra que esposas de presidentes do Brasil desempenharam um papel social, se envolvendo em ações beneficentes.

O envolvimento das primeiras-damas em trabalhos sociais não é uma obrigação, mas é importante para, com a força da imagem, dar voz a projetos e programas em favor do povo.

Valter Nogueira
Valter Nogueira
Valter Nogueira de Amorim, jornalista profissional, é o editor-chefe do blog. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Atuou nos principais jornais impressos do Estado, tais como A União, O Momento, Correio da Paraíba e O Norte. No campo administrativo, foi secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santa Rita (1997-2005), assessor de Imprensa da Prefeitura de Pedras de Fogo (2008). Exerceu, também, o cargo de gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba, no período de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019.

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