
Em recente editorial, o jornal Estadão classificou Flávio Bolsonaro como “candidato nanico”, destacando sua falta de relevância política e ausência de apoio significativo do Centrão. Em paralelo, não poupou críticas à falta de carisma do senador, após convenção do PL em São Paulo para lançamento de sua candidatura.
O editorial criticou a dependência de Flávio em figuras internacionais como Javier Milei, Donald Trump e Benjamin Netanyahu, além de recorrer a um avatar de IA do pai para dar sentido à candidatura. Até Valdemar Costa Neto já admitiu que foi um erro escolhê-lo.
“Um desavisado poderia imaginar que o candidato do PL à Presidência da República é Javier Milei, tamanho o protagonismo do presidente argentino na convenção do partido destinada a consagrar Flávio Bolsonaro. Pudera: sem nada a oferecer ao eleitor além do sobrenome de seu pai, Flávio revelou seu verdadeiro tamanho no evento: minúsculo, sem apoio dos principais partidos do Centrão, o senador socorreu-se da ‘direita internacional’ – o argentino Milei, o americano Donald Trump e o israelense Benjamin Netanyahu – e de um avatar de Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial para dar algum sentido à sua candidatura. […]”, diz o jornal.
Milei em maus lençóis
A propósito do presidente da Argentina, Javier Milei passou a responder a uma denúncia formal relacionada ao uso de recursos públicos durante uma viagem ao Brasil – viagem sem caráter oficial.
A acusação foi apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio e envolve a utilização do avião presidencial e da estrutura oficial argentina para a participação do chefe de Estado em um evento político em São Paulo.
De acordo com os autores da ação, recursos públicos teriam sido empregados em uma agenda de caráter partidário realizada em outro país, o que poderia configurar uso irregular de patrimônio estatal e descumprimento das responsabilidades atribuídas a agentes públicos.