A Guarda Revolucionária do Irã afirmou estar preparada para enfrentar “pelo menos seis meses de guerra intensa” contra os Estados Unidos e Israel. É o que reporta os principais veículos de comunicação do mundo, neste domingo (8). O grupo declara já ter atacado mais de 200 alvos americanos e israelenses na região desde o início do conflito.
Na outra ponta, o Líbano adverte para uma “catástrofe humanitária” caso a guera no Oriente Médio não seja interrompida.
Em meio aos bombardeios, O irã ainda que planeja realizar reunião da Assembleia dos Especialistas para escolher o sucessor de Ali Khamenei, morto em um ataque no sábado, 28 de fevereiro.
Israel já adiantou que o futuro líder religioso seria considerado “um alvo”.
Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel vêm realizando ataques contínuos contra a capital iraniana. No nono dia de guerra, o Irã informou que pelo menos 1.332 pessoas morreram no país desde o início da guerra, entre elas 175 meninas estudantes ou funcionárias de uma escola em Minab, no sul do país, atingida por um ataque.
Em resposta, Teerã revidou com lançamento de misseis no território de Israel e, em seguida, estendeu os ataques a outros países da região. Mais recente, atacou uma base logística dos EUA no Kuwait e dois hotéis – um no Kuwait e outro no Bahrein – que, segundo o governo iraniano, abrigariam soldados americanos.
A Guarda Revolucionária afirmou que o objetivo dos ataques, que teriam destruído diversos sistemas de radar americanos e israelenses, é “cegar” as forças adversárias. Ele reiterou que cerca de 40% das 200 ações iranianas teriam ocorrido em território israelense e 60% contra bases dos EUA na região.
Catástrofe humanitária
No Líbano, os bombardeios continuaram ao longo da noite. No sábado (7), uma ofensiva israelense atingiu um bastião do Hezbollah ao sul de Beirute, e um ataque contra um hotel no centro da capital deixou ao menos quatro mortos. Israel mantém a escalada militar no país e ampliou a lista de alvos, incluindo áreas da periferia de Beirute e as cidades de Saïda e Tiro.
À medida que a guerra com Israel se intensifica e as ordens de evacuação se expandem, a crise humanitária se agrava rapidamente. As autoridades libanesas relatam dificuldades crescentes para lidar com os deslocamentos massivos.
O primeiro‑ministro Nawaf Salam advertiu que o país caminha para uma “catástrofe humanitária” caso o conflito não seja interrompido.