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Capa da revista The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

A publicação diz o que o mundo já sabe: a notável capacidade de Trump de “distorcer os fatos” e de insistir que “já venceu”
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The reckless campaign against Iran will weaken America’s president. That will make him angry. Be warned: he makes a very bad loser

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é mais uma vez desta da mais recente capa da revista The Economist. No entanto, desta vez, não por bons motivos. Na edição de março, a publicação britânica retrata o magnata usando um capacete militar coberto de munições que lhe tapa os olhos. Em volta da imagem, aparece o título “Operação Fúria Cega”, uma ironia à operação militar israelo-americana contra o Irã, chamada “Operation Epic Fury” (“Operação Fúria Épica”, em português).

“A campanha imprudente contra o Irã vai enfraquecer o presidente dos Estados Unidos. Isso vai irritá-lo. Fiquem avisados: ele é péssimo em aceitar derrotas”, alertou a publicação na rede social Facebook.

De acordo com revista, a guerra no Irã está abalando três das principais armas do governo Trump, entre elas a sua capacidade de impor a própria narrativa ao mundo. O uso intenso de sua influência e o controle sobre o Partido Republicano também estão sendo colocados em xeque, segundo o artigo.

A revista argumenta ainda que, “apesar da notável capacidade de distorcer os fatos” e de insistir que “já venceu”, o conflito não favorece o magnata norte-americano. Para a The Economist, o regime iraniano está tendo sucesso ao prolongar o conflito e pressionar a indústria energética global, com o bloqueio do Estreito de Ormuz e o consequente aumento do preço do petróleo.

O veículo também apontou que um conflito prolongado pode prejudicar o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato em novembro, com potencial não só de alterar o rumo da administração Trump, mas também sua trajetória política. Vale destacar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, nesta sexta-feira, que “o inimigo foi derrotado”, após um “golpe devastador” realizado por Teerã contra os Estados Unidos e Israel.

Horas depois, Trump afirmou que não quer “um cessar-fogo”, já que “não se impõe um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”.

A realidade, no entanto, mostra que a resistência iraniana põe por terra a retórica de “uma guerra curta”. Em outras palavras, os fatos desmentem Donald Trump.

A guerra se agrava e repercute no mundo

Em paralelo, os principais veículos de comunicação do mundo apontam que a guerra no Oriente Médio segue se intensificando neste final de semana, com novos ataques, ameaças e reações diplomáticas em diferentes frentes. Países como Arábia Saudita, Egito, Qatar, Jordânia e Kuwait condenaram neste sábado os ataques de Israel contra posições militares no sul da Síria, classificando a ação como violação do direito internacional.

Ataques

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o Irã lançou mísseis contra uma base militar conjunta dos EUA e Reino Unido, em Diego García, no Oceano Índico. Teerã também advertiu neste sábado (21) os Emirados Árabes Unidos sobre possíveis ataques caso seu território seja usado em ações contra áreas disputadas no Golfo.

 

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Valter Nogueira

Valter Nogueira de Amorim, jornalista profissional, é o editor-chefe do blog. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Atuou nos principais jornais impressos do Estado, tais como A União, O Momento, Correio da Paraíba e O Norte. No campo administrativo, foi secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santa Rita (1997-2005), assessor de Imprensa da Prefeitura de Pedras de Fogo (2008). Exerceu, também, o cargo de gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba, no período de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019. No período de maio de 2024 a março de 2025, Valter Nogueira respondeu pela ASCOM do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.