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Áudio de Flávio diz mais que um pedido de dinheiro; revela intimidade com o banqueiro

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blankDurante meses, o senador Flávio Bolsonaro repetiu publicamente que não possuía relação relevante com o banqueiro Daniel Vorcaro – o áudio desmonta essa versão. Isto é, a narrativa veio por água abaixo no dia 13 de maio de 2023, a partir do vazamento de um áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro. A gravação não revela apenas um pedido de dinheiro. Revela intimidade, confiança e proximidade entre Flávio e Vorcaro.

A rigor, não há nada de errado na prática de captar recursos junto a empresas privadas para financiamento de produções artísticas (filme/shows). No entanto, há caminho legal para tanto, com transferências de valores feitas de forma transparente e rastreável. Em síntese, a questão não é pedir dinheiro, mas as condições em que os recursos são repassados para as produções.

No caso em questão, o senador fala com o banqueiro como alguém preocupado com as dificuldades pessoais e financeiras do interlocutor. Não existe distância institucional na conversa. Existe familiaridade. Existe dependência política e financeira. Existe a linguagem típica de quem já atravessou muitas portas reservadas em conjunto.

“Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando”, afirma Flávio. Em seguida, o senador arremata: “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus”.

Dark Horse

Dark Horse nasceu como uma megaprodução internacional destinada a transformar Jair Bolsonaro em personagem messiânico do cinema político conservador global.

Segundo documentos revelados pelo Intercept, ao menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — foram direcionados ao filme entre fevereiro e maio de 2025. O orçamento total negociado teria alcançado US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões.

O protagonista do longa, Jim Caviezel, foi transformado em ator ícone da direita religiosa internacional depois de interpretar Jesus Cristo em The Passion of the Christ.

A direção de Dark Horse ficou nas mãos de Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por obras de forte viés político-religioso como The Stoning of Soraya M., Infidel e a minissérie The Path to 9/11. O roteiro foi entregue ao ex-secretário de Cultura de Bolsonaro, Mario Frias, que passou a atuar como operador político e ideológico do projeto.

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Valter Nogueira

Valter Nogueira de Amorim, jornalista profissional, é o editor-chefe do blog. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Atuou nos principais jornais impressos do Estado, tais como A União, O Momento, Correio da Paraíba e O Norte. No campo administrativo, foi secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Santa Rita (1997-2005), assessor de Imprensa da Prefeitura de Pedras de Fogo (2008). Exerceu, também, o cargo de gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba, no período de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019. No período de maio de 2024 a março de 2025, Valter Nogueira respondeu pela ASCOM do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.