
Ação da Polícia Federal no Rio de Janeiro contra um esquema de lavagem de dinheiro que envolve combustíveis, revelada na terça- (7), aponta Márcio Canella como principal alvo do esquema fraudulento. Canella é, até o momento, o pré-candidato ao Senado do grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro.
A proximidade entre os dois vai além do apoio à candidatura. Flávio indicou a própria mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente de Canella na chapa ao Senado do Rio. A costura já havia sido confirmada pelo senador em entrevista à CNN.
“Minha mãe é candidata a primeira suplente do Márcio Canella (União-RJ), que é nosso pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro. Mãe, te amo”, afirmou Flávio Bolsonaro à CNN.
Pré-campanha do Rio
A ação contra Márcio Canella se soma a uma sequência de reveses que já vinha desgastando o palanque bolsonarista no estado.
Antes de Canella, o próprio governador Cláudio Castro concentrava dificuldades. Ele foi declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2022 e virou alvo de operações da PF. Diante do cenário, Castro desistiu de concorrer ao Senado.
Na semana passada, outra ação da Polícia Federal mirou pessoas ligadas a Sóstenes Cavalcante, ampliando a lista de nomes do entorno de Flávio atingidos por investigações.
PL pede mudança na chapa
A nova operação reacende um debate interno que já estava em curso. Nesse sentido, integrantes do PL haviam recomendado que Flávio reavaliasse a pré-candidatura de Canella.
Parte do partido chegou a pressionar por uma mudança completa nos nomes cogitados para o Senado no Rio.
Por fim, com Castro fora da disputa após a inelegibilidade e as operações, e agora com Canella diretamente atingido, a definição da chapa ao Senado no estado volta ao centro das discussões da pré-campanha.