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	<title>Arquivo de Valter Nogueira - Valter Nogueira</title>
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	<description>Notícias e Opinião</description>
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	<title>Arquivo de Valter Nogueira - Valter Nogueira</title>
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		<title>Flávio Bolsonaro X crime intelectual?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 23:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro subestima a inteligência do povo brasileiro. A afirmativa não tem nada a ver com questões de cunho político, partidário, ideológico ou do atual clima eleitoral.  Tem a ver com o comportamento, a conduta dele, sempre saindo pela tangente, por assim dizer, para não dizer desfaçatez. Merece destaque a relação entre Flávio e o [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Merece destaque a relação entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro – ao que tudo parece, tudo feito por debaixo do pano. Primeiro, Flávio disse que não conhecia Vorcaro&#8230;nunca esteve com ele&#8230;não pediu dinheiro. Em ato contínuo, após provas irrefutáveis, Flávio admitiu conhecer o dono do Master. Depois, admitiu um encontro&#8230;admitiu ter pedido dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, na verdade, esse assunto já passou – já deu, como se diz no popular.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que, agora, a desfaçatez pode ser aferida a partir da participação do senador na entrevista à Rede Globo – naquela que a emissora promoveu com os candidatos à Presidência da República, neste segundo turno, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ser indagado sobre o episódio de 8 de janeiro de 2023, em particular, a depredação de prédios públicos, Flávio tentou livrar Jair Bolsonaro de culpa pelo ocorrido, alegando que o pai dele, à época, estava nos Estados Unidos – a quilômetros de distância de Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autor intelectual de crime</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Flávio Bolsonaro é formado em Direito, mas, ao que tudo parece, esqueceu que existe no Direito Penal Brasileiro o denominado “autor intelectual” de crime. Autor intelectual de crimes é a pessoa que planeja, organiza e/ou incentiva a execução de um ato criminoso, sem necessariamente participar fisicamente da ação.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor intelectual é figura fundamental para a existência do crime, pois desempenha um papel central na origem e na organização do delito. As características principais do autor intelectual incluem:</p>
<p style="text-align: justify;">Planejamento e Concepção: Desenvolve o plano e a estratégia para o crime, decidindo sobre os métodos e a logística necessária.</p>
<p style="text-align: justify;">Influência sobre Executores: Recruta ou persuade terceiros para realizar o ato criminoso, podendo fornecer os recursos necessários.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Última</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As características acima citadas fazem do autor intelectual uma figura crucial no contexto do direito penal, especialmente em crimes complexos e organizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>Nordeste é alvo de 27 milhões de mensagens hostis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 23:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[ATAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi sempre assim! Desde a era de Cristo – ou antes &#8211; os poderosos sempre procuram bodes expiatórios; alguém ou algo para imputar a culpa. No Brasil, o Nordeste é o saco de pancada, por assim dizer. O motivo do introito é para destacar que o Nordeste foi alvo de 27 milhões de manifestações hostis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20778 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Brasil_Nordeste-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Brasil_Nordeste-300x227.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Brasil_Nordeste-1024x776.jpg 1024w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Brasil_Nordeste-768x582.jpg 768w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Brasil_Nordeste.jpg 1385w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Foi sempre assim! Desde a era de Cristo – ou antes &#8211; os poderosos sempre procuram bodes expiatórios; alguém ou algo para imputar a culpa. No Brasil, o Nordeste é o saco de pancada, por assim dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">O motivo do introito é para destacar que o Nordeste foi alvo de 27 milhões de manifestações hostis à Região e aos nordestinos, disseminadas nas redes sociais nas primeiras 72 horas após o 1º turno das eleições 2026. Os dados advém de levantamento da Ativaweb DataLab, revelados em primeira mão por matéria do site UOL.</p>
<p style="text-align: justify;">O motivo dos ataques não é outro senão o fato de Lula, candidato a reeleição, ter vencido na região na primeira etapa do pleito, realizada no último domingo, dia 4 de outubro de 2026.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o levantamento, foram 32,8 milhões de menções, links e compartilhamentos relacionados ao voto nordestino. Desse total, 82,2% tinham conteúdo crítico à região. É uma média de 456 mil manifestações por hora, ou 7.600 por minuto.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo mostra que a onda ultrapassou a divergência sobre candidatos e resultados eleitorais. O discurso identificado associou nordestinos à pobreza, dependência, ignorância, fraude eleitoral e inferioridade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as manifestações classificadas como hostis, aparecem:</p>
<p style="text-align: justify;">26,9% — vergonha e autodepreciação;<br />
22,1% — associação com pobreza e dependência;<br />
18,3% — ataques à capacidade intelectual;<br />
12,5% — desumanização;<br />
12,5% — defesa de segregação territorial.</p>
<p style="text-align: justify;">É aqui que a discussão muda de patamar. Criticar o voto é parte da democracia. Transformar milhões de brasileiros em alvo por causa do lugar onde nasceram é outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Há outro dado que chama a atenção e incomoda. É que o estudo identificou também manifestações de próprios nordestinos reproduzindo o discurso de desprezo contra a região, com frases de vergonha da própria origem. É um fenômeno especialmente preocupante porque o preconceito deixa de ser apenas uma agressão externa e passa a ser reproduzido pelo próprio grupo atingido.</p>
<p style="text-align: justify;">As agressões merecem atenção e reflexão.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado eleitoral pode e deve ser debatido, assim como o voto, candidatos, governos etc. Mas, promover campanha difamatória contra um povo de uma região apenas por ter votado, preferencialmente, em um candidato é algo inconcebível &#8211; no mínimo, preocupante! A leitura que se faz é que as mensagens hostis, no conjunto, não se trata de crítica política, mas sim de tentativa de transformar uma região inteira em caricatura eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Realidade heterogênea </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Nordeste não é um eleitorado homogêneo. São nove estados, centenas de municípios e milhões de brasileiros, com escolhas políticas diferentes, histórias diferentes e interesses muitas vezes divergentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A democracia não termina quando o eleitor vota diferente. É justamente aí que começa o teste de tolerância de quem perdeu — e de responsabilidade de quem ganhou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Última</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O candidato Lula venceu na cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo. Nem por isso, houve ataques contra o eleitorado paulistano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Mendonça, investigação contra Flávio e quebra seletiva de sigilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 00:23:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moares]]></category>
		<category><![CDATA[André Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Caso Master]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Brasília viveu, nesta sexta-feira (11), um dia de tempestade de notícias, com novas informações pipocando a cada hora. No olho do furacão, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Caso Master. Primeiro, veio à tona a notícia de que o ministro André Mendonça, do STF, havia determinado à Polícia Federal a abertura de uma investigação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20456 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Andre_Mendonca_-ministro-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Andre_Mendonca_-ministro-300x197.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Andre_Mendonca_-ministro.jpg 654w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Brasília viveu, nesta sexta-feira (11), um dia de tempestade de notícias, com novas informações pipocando a cada hora. No olho do furacão, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Caso Master. Primeiro, veio à tona a notícia de que o ministro André Mendonça, do STF, havia determinado à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para apurar suposta prática de crimes no caso Dark Horse.</p>
<p style="text-align: justify;">Detalhe: a determinação foi tomada no dia 22 de julho pelo ministro Mendonça, mas estava em sigilo. O caso só veio à tona hoje, após Mendoça ter recebido determinação do presidente do STF, Ministro Edson Fachin, para quebrar o sigilo de todas as investigações referentes ao caso Master.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso em questão, Flávio Bolsonaro está sendo investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos. Mendonça autorizou a abertura da investigação atendendo a um pedido feito pela Polícia Federal. A PGR (Procuradoria-Geral da República) concordou com a solicitação dos delegados.</p>
<p style="text-align: justify;">A cinebiografia de Bolsonaro é alvo de duas investigações no STF. Uma é comandada por Flávio Dino e, a outra, por André Mendonça. O ministro Mendonça conduz a investigação que apura o repasse de milhões de reais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme a pedido de Flávio Bolsonaro.</p>
<p style="text-align: justify;">Flávio Dino, por sua vez, é relator da investigação que apura a suspeita de repasse de emendas parlamentares à produtora responsável pela obra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ação do presidente do STF</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Até ontem à noite, o ministro &#8220;terrivelmente evangélico&#8221; tinha cometido o pecado de ter autorizado &#8211; apenas &#8211; a quebra do sigilo de parte de procedimentos relacionados ao caso do Banco Master. Em razão disso, foi acusado de promover quebra seletiva de sigilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após solicitação do presidente Edson Fachin, André Mendoça retirou o sigilo de mais 15 procedimentos relacionados ao mesmo caso, que estão sob sua relatoria. E, hoje, determinou a quebra de sigilo de mais 20 investigações.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os procedimentos tornados públicos está a Petição 15.556, que resultou na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também foram liberados outros 14 processos ligados ao caso, incluindo os inquéritos 5.026 e 5.035 e petições que ainda estão em andamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A pedido de Fachin, Mendonça também enviou o material em um HD próprio ao gabinete do presidente do STF e aos demais ministros. Na decisão, Mendonça afirmou que o levantamento do sigilo dos autos da PET 15.556 e dos procedimentos relacionados ocorre em concordância com a solicitação feita pelo presidente da Corte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Última</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo aponta que o ministro Alexandre de Moraes está atolado até o pescoço na lama do caso Master, por assim dizer. Todavia, se a intenção do ministro André Mendonça, na relatoria do Caso Master, era atingir apenas o colega Moraes, ao tempo de blindar Flávio Bolsonaro, o tiro saiu pela culatra.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>Da Ditadura à Subserviência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 00:19:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[opnião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda de Nicolás Maduro prometia ser o alvorecer de uma nova era para a Venezuela. No entanto, o alívio popular durou pouco: o país parece ter trocado as correntes de um regime ditatorial pelas garras de uma nova forma de opressão imposta pelos Estados Unidos. Sob a batuta de Donald Trump, a intervenção americana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20401 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Trump_oil-300x266.jpg" alt="" width="300" height="266" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Trump_oil-300x266.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Trump_oil-768x681.jpg 768w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Trump_oil.jpg 990w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A queda de Nicolás Maduro prometia ser o alvorecer de uma nova era para a Venezuela. No entanto, o alívio popular durou pouco: o país parece ter trocado as correntes de um regime ditatorial pelas garras de uma nova forma de opressão imposta pelos Estados Unidos. Sob a batuta de Donald Trump, a intervenção americana foi rapidamente vendida ao mundo como uma cruzada heroica em defesa da democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que a ação militar e diplomática nunca teve o objetivo de salvar o povo venezuelano. Por trás do discurso de &#8220;paladino da liberdade&#8221;, ocultava-se uma intenção pragmática e antiga: a usurpação da maior riqueza nacional – o petróleo.</p>
<p style="text-align: justify;">A agenda perversa já se desenhava nos bastidores antes mesmo da operação que culminou na captura de Maduro, mas tornou-se inegável nos dias que se seguiram à queda do regime.</p>
<p style="text-align: justify;">A expectativa natural da comunidade internacional e da população local era de que os Estados Unidos patrocinassem uma transição democrática estruturada. Esperava-se, inicialmente, um governo provisório que preparasse o terreno para transferir o poder à líder da oposição, María Corina Machado, figura que historicamente buscou apoio em Washington para depor o ditador.</p>
<p style="text-align: justify;">O que se viu, no entanto, foi um golpe de pragmatismo imperialista. Em vez de apoiar as forças que clamavam por liberdade, Trump surpreendeu ao fechar um acordo de bastidores e entregar o controle do país a Delcy Rodríguez, a até então vice-presidente do próprio regime chavista.</p>
<p style="text-align: justify;">A justificativa de uma suposta &#8220;estabilidade pactuada&#8221; serviu apenas como pretexto para alçar ao poder alguém disposto a atender aos interesses econômicos americanos sem questionamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de interferência americana para garantir o poder aos líderes da oposição legítima revela a verdadeira face dessa geopolítica. A exclusão de María Corina Machado não foi um erro de cálculo, mas um movimento deliberado.</p>
<p style="text-align: justify;">Washington sabia que, embora Corina pudesse ser uma forte aliada comercial e diplomática, ela jamais aceitaria o papel de vassala. Para um governo com inclinações hegemônicas, era infinitamente mais seguro manter no poder um fantoche moldável do que lidar com uma liderança política que exigisse respeito à soberania venezuelana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Movimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a ilusão do resgate estrangeiro se desfez completamente. Diante de um governo que rapidamente se revelou ilegítimo e entreguista, o povo venezuelano compreende que a verdadeira independência ainda não foi conquistada. Das cinzas de uma ditadura derrubada por interesses alheios, surge agora um novo movimento nas ruas: uma mobilização autêntica com o objetivo de destituir a administração submissa de Delcy Rodríguez e garantir que as riquezas da Venezuela voltem a pertencer aos venezuelanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>O STF no limiar da confiança social  </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 01:52:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A mais recente pesquisa de opinião pública sobre o Índice de Confiança Social (ICS) aponta que bombeiros, igrejas e escolas públicas são as instituições mais confiáveis para os brasileiros. O motivo do introito não é mostrar números exatos, mas sim destacar que nos últimos anos o Poder Judiciário vem perdendo pontos&#8230; Imagine uma aferição atualmente, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-18639 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/02/STF_edifico-300x179.webp" alt="" width="300" height="179" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/02/STF_edifico-300x179.webp 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/02/STF_edifico-1024x613.webp 1024w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/02/STF_edifico-768x459.webp 768w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/02/STF_edifico.webp 1170w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A mais recente pesquisa de opinião pública sobre o Índice de Confiança Social (ICS) aponta que bombeiros, igrejas e escolas públicas são as instituições mais confiáveis para os brasileiros. O motivo do introito não é mostrar números exatos, mas sim destacar que nos últimos anos o Poder Judiciário vem perdendo pontos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine uma aferição atualmente, em que explode uma crise sem precedentes na Justiça?</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, nunca é demais lembrar que houve um tempo na história recente do Brasil em que o Poder Judiciário operava de forma mais reservada, sendo amplamente percebido pela sociedade como uma das instituições mais sólidas, confiáveis e distantes das turbulências da política diária.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) encontra-se no centro da arena pública, enfrentando um nível de escrutínio sem precedentes. A transição de um tribunal estritamente técnico para uma corte frequentemente imersa em debates políticos intensos trouxe à tona divergências internas que, em alguns momentos, transbordam os limites dos autos processuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos reflexos mais evidentes desse novo cenário são os embates públicos entre os próprios ministros. Casos recentes de fricção aberta, notadamente entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, evidenciam concepções jurídicas e posturas institucionais frequentemente em choque.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as divergências deixam o campo das ideias e assumem contornos de atrito pessoal ou polarização interna – com suposto viés político – , o que se vê é a percepção de uma &#8220;fratura exposta&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para juristas e observadores da República, a continuidade de embates ríspidos no plenário não apenas desgasta a imagem da Corte, mas também coloca em risco a estabilidade e a credibilidade do próprio Poder Judiciário. A força das decisões do STF deriva diretamente da legitimidade que a sociedade confere à instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste clima de alta voltagem, os holofotes se voltam para a figura do presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin. A presidência de uma corte constitucional não se limita à pauta de julgamentos; exige também o papel de moderador e garantidor da coesão institucional.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do acirramento dos ânimos, cresce a demanda no debate público e nos meios jurídicos por providências urgentes que reestabeleçam a harmonia e a clareza dos ritos internos.</p>
<p style="text-align: justify;">Parte dessa demanda social inclui a necessidade de que o Tribunal demonstre capacidade de autotutela. Defende-se que a gestão de Fachin adote mecanismos transparentes, claros e rigorosamente imparciais para mediar e, se necessário, apurar excessos cometidos por quaisquer membros da Corte.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de regras de convivência e de limites bem definidos para a atuação dos ministros alimenta a percepção de insegurança jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resgate da confiança </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O resgate da confiança histórica que a população brasileira já depositou no Judiciário passa, necessariamente, pela pacificação do STF. Cabe à liderança de Edson Fachin o difícil, porém inadiável, desafio de conduzir a Corte de volta a um ambiente de deliberação serena, onde os ministros falem primordialmente pelos autos e onde o texto constitucional seja o único e definitivo norte, acima de qualquer disputa individual – e ou de viés político-partidário.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>O vácuo do pós-2014, a desorganização da direita e a ascensão do extremismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[direita moderada]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ascensão da extrema-direita no Brasil teve como estopim o colapso do ecossistema político tradicional após a derrota de Aécio Neves nas eleições de 2014. O desgaste dos partidos tradicionais e a incapacidade de reorganização das forças de centro-direita geraram uma dispersão entre os setores liberais e conservadores moderados. Sem um projeto unificado e com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20363 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Evento_bolsonarista-300x177.jpg" alt="" width="300" height="177" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Evento_bolsonarista-300x177.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Evento_bolsonarista-1024x602.jpg 1024w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Evento_bolsonarista-768x452.jpg 768w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Evento_bolsonarista.jpg 1030w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A ascensão da extrema-direita no Brasil teve como estopim o colapso do ecossistema político tradicional após a derrota de Aécio Neves nas eleições de 2014. O desgaste dos partidos tradicionais e a incapacidade de reorganização das forças de centro-direita geraram uma dispersão entre os setores liberais e conservadores moderados. Sem um projeto unificado e com o sentimento antipetista em ascensão, criou-se um vácuo de liderança no campo da oposição, à época.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de um nome moderado e competitivo permitiu que uma vertente radical capturasse a insatisfação popular e preenchesse o espaço vago. Em outras palavras, a lacuna foi preenchida por Jair Bolsonaro – tornou-se porta-voz da insatisfação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, é possível afirmar que a vitória nas urnas em 2018 não decorreu da conversão ideológica do país ao bolsonarismo, mas de uma decisão pragmática do eleitorado de centro e da direita tradicional. Sem candidatos viáveis no campo liberal no segundo turno, esses setores enxergaram na candidatura do PSL a única ferramenta disponível para derrotar o Partido dos Trabalhadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Bolsonaro elegeu-se amparado por uma coligação informal de eleitores cujo foco principal era a rejeição ao PT, e não a adesão incondicional às suas bandeiras ideológicas. Em outras palavras, Bolsonaro contou, à época, com o empréstimo de votos antipetistas.</p>
<p>O exercício do mandato colocou à prova essa aliança de oportunidade. Aconteceu que, ao chegar ao poder, Bolsonaro não soube se sustentar na sela – ou melhor, na cadeira de presidente. Atos e comportamentos inadequados a um chefe de Nação o fez enfrentar tensão institucional e afastamento dos moderados.</p>
<p style="text-align: justify;">A condução da crise sanitária, marcada por posturas negacionistas, aliada aos constantes tensionamentos com os Poderes e aos acenos ao autoritarismo, provocou o desembarque de uma fatia expressiva da direita moderada. O eleitor que havia votado em 2018 por pautas econômicas ou por antipetismo passou a ver na retórica de confronto permanente um risco à estabilidade democrática e institucional.</p>
<p><b>Eleições de </b><b>2022</b></p>
<p style="text-align: justify;">A eleição de 2022 evidenciou o teto eleitoral do bolsonarismo. Embora tenha mantido um núcleo duro altamente engajado, a perda da parcela pragmática do eleitorado inviabilizou sua reeleição. O resultado das urnas confirmou que o êxito obtido quatro anos antes dependera de votos &#8220;emprestados&#8221; por falta de alternativa, demonstrando que a base estritamente bolsonarista não possui envergadura numérica para construir, por conta própria, uma maioria nacional.</p>
<p><b>Última</b></p>
<p style="text-align: justify;">A derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 expôs uma fragilidade estrutural de seu projeto político: a ausência de um eleitorado próprio suficiente para, de forma isolada, garantir uma vitória presidencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>A Máscara do Moralismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 01:10:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Máscara do Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A última semana de agosto de 2026 termina com o caso Mike Caruso reverberando nas redes sociais, mundo afora. Michael Caruso não é o primeiro político, nem o primeiro homem acusado de pedofilia. Todavia, o fato ganha notoriedade por expor uma contradição entre o discurso e a prática, entre a vida pública dele e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20307 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Maskara_I-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Maskara_I-300x181.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Maskara_I.jpg 598w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A última semana de agosto de 2026 termina com o caso Mike Caruso reverberando nas redes sociais, mundo afora. Michael Caruso não é o primeiro político, nem o primeiro homem acusado de pedofilia. Todavia, o fato ganha notoriedade por expor uma contradição entre o discurso e a prática, entre a vida pública dele e o motivo que o leva à Justiça.</p>
<p>Caruso se mostrava diametralmente contrário à prática de abuso de menores.</p>
<p style="text-align: justify;">Ex-deputado e escrivão do Tribunal de Palm Beach, nos Estados Unidos, Caruso foi preso acusado de abusar sexualmente de um menor de 12 anos, da família dele. Enquanto deputado, ele votou a favor em um projeto de lei da Flórida que previa pena de morte para abusadores de crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">O caso veio à tona nesta semana. Na mídia internacional, o tom das manchetes foi o seguinte: Aliado de Trump, que defendia pena de morte para abusadores, é preso suspeito de abuso infantil.</p>
<p style="text-align: justify;">A cena política contemporânea assiste com frequência a um teatro de contradições, mas poucas figuras exemplificam essa dinâmica de forma tão nítida quanto o ex-deputado estadual republicano da Flórida, Michael Caruso. O fato expõe mais um caso emblemático e revelador da hipocrisia da extrema-direita.</p>
<p style="text-align: justify;">O percurso público e os escândalos que cercam o político trumpista refletem um padrão global que transcende fronteiras: o da extrema-direita trajada de guardiã da virtude, promovendo uma moralidade rígida para a sociedade enquanto esconde nas sombras condutas que atropelam os próprios valores que finge defender.</p>
<p style="text-align: justify;">Na linha de frente do discurso conservador radical, a cartilha é homogênea. O lema <strong>&#8220;Deus, Pátria e Família&#8221;</strong> é empunhado como um escudo inquestionável e uma arma de ataque contra adversários políticos. Projeta-se a imagem do &#8220;homem de bem&#8221;, do cidadão exemplar imbuído de bons costumes e encarregado de uma missão para salvar o país de uma suposta decadência moral.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, trata-se de uma retórica desenhada para gerar apelo emocional rápido e criar uma divisão simplista e maniqueísta entre “puros” e corruptos. Contudo, o caso de Caruso serve como uma lente de aumento para a fenda colossal entre o discurso público e a prática privada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a cortina da política de aparências se abre, o que se revela por trás do véu dos bons costumes é uma profunda hipocrisia. A cobrança inflexível sobre a vida e o comportamento alheios contrasta diretamente com a indulgência em relação aos próprios atos. Prega-se a santidade da família e da lei, mas, na surdina, violam-se os princípios mais elementares de convivência e integridade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa desconexão não é um acidente isolado ou uma falha pontual de um indivíduo, mas um mecanismo constitutivo do populismo moralista.</p>
<p style="text-align: justify;">A armadura da virtude serve como salvaguarda contra críticas: ao se autoproclamar defensor do sagrado, o político tenta fazer com que qualquer denúncia contra seus atos pareça um ataque aos valores da própria comunidade. A moralidade, assim, deixa de ser uma prática ética e passa a funcionar apenas como propaganda e escudo protetor.</p>
<p style="text-align: justify;">O episódio envolvendo Mike Caruso deixa uma lição transparente sobre o perigo da instrumentalização da fé e da tradição. A verdadeira integridade não se mede pelo tom inflamado dos discursos no pódio nem por slogans de campanha, mas pela coerência mantida longe dos holofotes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Máscara do Moralismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando a máscara cai, revela-se que a moralidade ostentada por falsos líderes nada mais é do que um disfarce conveniente para obter poder a qualquer custo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Efeito bumerangue</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”.</p>
<p style="text-align: justify;">A frase acima, um mantra usado por extremistas, é uma estratégia política com o objetivo de atribuir aos adversários os seus próprios erros e métodos. Agora, como que efeito bumerangue, a frase parece cair como uma luva na extrema direita.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
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		<title>A elite no banco dos réus e privilégios processuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 01:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[banco dos réus]]></category>
		<category><![CDATA[Elite]]></category>
		<category><![CDATA[Privilégio]]></category>
		<category><![CDATA[processos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A promessa de igualdade perante a lei é um dos pilares fundamentais de qualquer Estado Democrático de Direito. No entanto, quando o assunto é apuração de escândalos no Brasil e no mundo, a realidade prática frequentemente expõe uma assimetria profunda. Dois pesos e duas medidas: a velocidade, o rigor e as consequências de uma acusação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20256 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Balanca_dois-pesos-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Balanca_dois-pesos-300x180.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Balanca_dois-pesos.jpg 605w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A promessa de igualdade perante a lei é um dos pilares fundamentais de qualquer Estado Democrático de Direito. No entanto, quando o assunto é apuração de escândalos no Brasil e no mundo, a realidade prática frequentemente expõe uma assimetria profunda. Dois pesos e duas medidas: a velocidade, o rigor e as consequências de uma acusação variam drasticamente dependendo de quem ocupa o banco dos réus.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto o cidadão comum enfrenta uma justiça sumária e implacável, os poderosos navegam por um labirinto de privilégios processuais, recursos infindáveis e prescrições. Essa disparidade reflete a natureza da corrupção, que se manifesta de formas radicalmente distintas conforme a posição social do agente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a grande maioria da população, o sistema de justiça funciona sob uma lógica de urgência e severidade implacável. Quando um cidadão comum é acusado de um crime – muitas vezes patrimonial ou de menor potencial ofensivo, motivado pela vulnerabilidade social – , o peso do Estado desaba de maneira quase instantânea.</p>
<p style="text-align: justify;">A assistência jurídica, no caso, quando não prestada por defensorias públicas sobrecarregadas, é inacessível para contratar bancas de advogados. O réu comum depende de uma defesa muitas vezes genérica.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contrapartida, quando os holofotes se voltam para figuras de proa da política, do empresariado ou do alto escalão do poder envolvidas em grandes escândalos, a dinâmica muda completamente. A apuração deixa de ser um ato de apuração rápida e se transforma em uma saga de maratonas judiciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, começa a saga dos recursos infindáveis. O ordenamento jurídico brasileiro, construído ao longo de décadas com forte influência das elites letradas, oferece um arsenal inesgotável de recursos, embargos, habeas corpus e instâncias revisoras. Cada detalhe processual é contestado, esticando o tempo de tramitação por anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A lentidão calculada ou sistêmica esbarra no fantasma da prescrição penal. O Estado gasta milhões em investigações complexas que, no fim, culminam na extinção da punibilidade sem que nenhum culpado cumpra um dia de cadeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os poderosos, o processo penal muitas vezes funciona como um jogo de xadrez de longo prazo, onde o objetivo não é provar a inocência, mas sim vencer o relógio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Corrupção sofisticação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A corrupção praticada pelas elites tem uma natureza completamente distinta daquela cometida nas ruas. O crime do poder não envolve o furto de objetos ou a violência física; ele opera no reino da engenharia financeira globalizada.<br />
Enquanto o crime comum deixa rastros evidentes e imediatos, a grande corrupção é institucionalizada e invisível aos olhos do cidadão comum. Ela se apoia em mecanismos altamente sofisticados, tais como lavagem de dinheiro transnacional, Offshores e paraísos fiscais e mercado financeiro e criptoativos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Colarinho branco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O crime do colarinho branco é um delito não violento, financeiramente motivado, cometido por indivíduos de alta posição social ou econômica, geralmente no contexto empresarial ou governamental. Esse tipo de crime é cometido por gente de classe alta, conservadora, de direita, com raras exceções. Afinal, são empresários, banqueiros e pessoas que ocupam altos cargos na esfera pública ou na iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Última</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que pecha de ladrão parece não pegar no pessoal da elite. Como bem diz o cantor Falcão, “a burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar perfume”.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Valter Nogueira</p>
<p>O post <a href="https://valternogueira.com.br/2026/08/23/a-elite-no-banco-dos-reus-labirinto-de-privilegios/">A elite no banco dos réus e privilégios processuais</a> apareceu primeiro em <a href="https://valternogueira.com.br">Valter Nogueira</a>.</p>
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		<title>Washington usa vidas humanas como escudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 00:57:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[A fuga de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[escudo humano]]></category>
		<category><![CDATA[ÉTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Vidas Humanas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revelação que veio a público sobre os bastidores da segurança do governo norte-americano expõe, de maneira crua, a face mais utilitarista e cínica da geopolítica de Washington. Durante um deslocamento oficial partindo da Turquia, a inteligência dos Estados Unidos identificou um suposto plano de ataque iraniano direcionado ao avião presidencial (Air Force One). Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20170" aria-describedby="caption-attachment-20170" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20170 size-medium" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Presidente_Trump_captura-de-tela-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Presidente_Trump_captura-de-tela-300x203.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Presidente_Trump_captura-de-tela.jpg 652w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-20170" class="wp-caption-text">Donald Trump &#8211; Foto: captura de tela</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">A revelação que veio a público sobre os bastidores da segurança do governo norte-americano expõe, de maneira crua, a face mais utilitarista e cínica da geopolítica de Washington. Durante um deslocamento oficial partindo da Turquia, a inteligência dos Estados Unidos identificou um suposto plano de ataque iraniano direcionado ao avião presidencial (<em>Air Force One</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma operação digna de roteiros de suspense militar, o presidente Donald Trump foi retirado da aeronave às escondidas por meio de um caminhão de <em>catering</em> e transferido para um jato militar menor.</p>
<p style="text-align: justify;">O que transforma uma simples manobra de proteção em um grave escândalo ético e humanitário, contudo, é o que foi deixado para trás: centenas de assessores e jornalistas internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto o chefe de Estado garantia sua própria sobrevivência em absoluto sigilo, a máquina de segurança americana manteve a imprensa e funcionários a bordo do avião original. Sem serem informados de que havia uma ameaça iminente de abate ou atentado, jornalistas de diferentes partes do mundo foram transformados, sem o menor consentimento, em iscas humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">A operação revela o desprezo pela vida. A lógica imperial operou, neste caso, sob o lema cínico de que a segurança do líder máximo justifica qualquer atrocidade moral, inclusive colocar civis inocentes na linha de tiro direta de um potencial ataque com mísseis ou explosivos.</p>
<p style="text-align: justify;">A gravidade do ato ganha contornos ainda mais alarmantes quando se observa o tratamento dispensado à imprensa. Os jornalistas, que cumprem o papel fundamental de relatar os fatos e fiscalizar o poder, foram tratados não como profissionais ou cidadãos com direito à vida e à informação, mas como <em>danos colaterais aceitáveis</em> ou, pior, como alvo potencial para canhão antiaéreo.</p>
<p style="text-align: justify;">A naturalização dessa postura revela o fracasso ético de uma administração que mercantiliza a segurança e viola preceitos básicos de direitos humanos e dever de alerta (<em>duty to warn</em>). Se um avião repleto de jornalistas internacionais e de funcionários do próprio governo americano pudesse ser sacrificado ou colocado sob risco letal apenas para garantir a fuga discreta de um presidente, fica evidente que, para o <em>establishment d</em>e Washington, o mundo inteiro é um tabuleiro de xadrez onde vidas humanas são descartáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A condenação a essa postura não deve partir apenas de redações ou associações de imprensa, mas de toda a comunidade internacional. Trata-se de um lembrete sombrio de que, sob o verniz da democracia e da defesa da liberdade, a ação imperial dos Estados Unidos frequentemente opera sob a lei do mais forte, onde o sacrifício dos outros é apenas um detalhe burocrático na rota de fuga do poder.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não teve plano B para salvar vidas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Air Force One</em> poderia ter ficado em solo turco mais tempo, sob alegação de problema técnico. Em seguida, seria iniciada a transferência dos passageiros e tripulantes para outra aeronave. Isso, claro, deveria ocorrer logo após Trump ter chegado em segurança na base militar no Reino Unido.  Mas, não foi isso que aconteceu: o <em>Air Force One, </em>sem o presidente a bordo<em>,  </em>decolou sob risco de ser abatido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reflexão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tente olhar o episódio por outro ângulo, independente de cor partidária e ou ideologia política. Isto é, veja pela ótica dos familiares dos funcionários e jornalistas que embarcaram naquele avião.</p>
<p style="text-align: justify;">Tente dizer aos pais de um(a) daqueles passageiros que a vida do presidente é maior que a vida dos seus filhos(as). Qual presidente merece que você &#8211; ou seu filho(a) – morra no lugar dele?</p>
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		<title> João Pessoa 441 anos: a fidelidade na berlinda  </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valter Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Valter Nogueira]]></category>
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		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20095 alignleft" src="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Estacao_Ciencia_Cabo_Branco-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Estacao_Ciencia_Cabo_Branco-300x199.jpg 300w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Estacao_Ciencia_Cabo_Branco-768x510.jpg 768w, https://valternogueira.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Estacao_Ciencia_Cabo_Branco.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />A cidade de João Pessoa está se tornando “infiel”, no bom sentido da palavra – se é que isso existe! É que, após séculos comparada a uma província, passou, de repente, a experimentar crescimento efervescente indescritível. Da arquitetura barroca presente nos prédios do Centro Histórico às curvas insinuantes da Estação Ciência Cabo Branco &#8211; que leva a assinatura de Oscar Niemayer &#8211; a urbe é candidata à metrópole. Em outras palavras, a cidade está em constante mudança: não é hoje o que foi ontem e, pelo andar da carruagem, nunca será amanhã o que é hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se me fiz entender, mas “só sei que foi assim”, como bem diria Chicó – personagem do Auto da Compadecida, de autoria do paraibano Ariano Suassuna.</p>
<p style="text-align: justify;">Cidade que já nasceu cidade, João Pessoa completa 441 anos de sua fundação nesta quarta-feira, dia 5 de agosto de 2026. Porta do Sol, a capital do Estado da Paraíba é referência mundial por ser ponto oriental das Américas.</p>
<p style="text-align: justify;">Banhada pelo Oceano Atlântico e contornada pelo Rio Sanhauá. João Pessoa foi fundada no dia 5 de agosto de 1585 – é a terceira cidade mais antiga do Brasil. Nasceu nas margens do Sanhauá, afluente do rio Paraíba. Por essa razão, o Centro da cidade está afastado cerca de 8 quilômetros do litoral.</p>
<p style="text-align: justify;">As primeiras edificações foram erguidas às margens do Sanhauá, mas, aos poucos, a cidade foi crescendo em direção à orla marítima e ganhou dimensões de metrópole. Com 24 quilômetros de praias, interligadas por um calçadão, a orla de João Pessoa encanta residentes e turistas – hoje, é de longe o point da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O centro histórico preserva o casario colonial e muitos dos atrativos mais visitados da capital. O Centro Cultural São Francisco, de 1589, é considerado um dos maiores complexos barrocos do Brasil. A Catedral de Nossa Senhora das Neves, por sua vez, reunia em seu entorno, até pouco tempo atrás, os principais eventos e festejos em homenagem à padroeira da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">– Quem não se lembra dos bons tempos da tradicional Festa das Neves?</p>
<p style="text-align: justify;">A área central conta, ainda, com o Parque da Lagoa Sólon de Lucena, cartão postal da cidade. No local, é possível contemplar, além da beleza natural, monumentos como “A Pedra do Reino”, erguido em homenagem ao escritor paraibano Ariano Suassuna.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no Parque, é possível apreciar o espetáculo de luzes e cores da fonte luminosa da Lagoa a partir da sacada do tradicional Cassino da Lagoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, ruas e logradouros do Centro exalam história refletida nas fachadas de prédios tombados pelo Patrimônio Histórico que datam dos primeiros anos de existência da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Identidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A cidade teve vários nomes ao longo de sua história. Primeiro, Nossa Senhora das Neves (05/08/1585), em homenagem ao Santo do dia em que foi fundada. Depois, Filipéia de Nossa Senhora das Neves (29/10/1585), em homenagem ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio Espanhol.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida foi denominada Frederikstadt (Frederica), em 26 de dezembro de 1634, por ocasião da sua conquista pelos holandeses. Passou a chamar-se Parahyba, a 01 de fevereiro de 1654, com o retorno ao domínio português.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 04 de setembro de 1930, finalmente recebeu o nome de João Pessoa, homenagem prestada ao presidente do Estado, João Pessoa, assassinado em Recife (PE). De um tempo para cá, passou a ser chamada também de ‘Jampa’</p>
<p style="text-align: justify;">João Pessoa, parabéns!</p>
<p>Por Valter Nogueira &#8211; jornalista</p>
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